E fomos! Houve grandes mobilizações pelo país. Outras, menores, mas igualmente importantes, aconteceram em cada cidade, em cada bairro, em cada esquina. Gente que ofereceu seu tempo, sua voz e sua esperança para conversar, conscientizar e defender o que acredita.
Nessas eleições, nos aproximamos como nunca. Parecíamos uma grande família. No Canal Exército do Lula, todo mundo buscava informações, compartilhava notícias, interagia e aprendia a ocupar também aquele espaço. Nas ruas e nas redes, descobrimos que ninguém precisava lutar sozinho.
A conversa estava em todo canto: no trabalho, no ônibus, em casa.
“Tu viu o que aconteceu com Janones? E então? Muita pressão! A gente também tá sentindo. A gente entende ele!”
Era mais que comentário. Era identificação, cuidado, pertencimento. Até sentimos falta dele quando esteve na UTI. A política, afinal, também é feita de gente de carne, osso, coragem e cansaço.
Mas a coisa mais bonita foi outra: a retomada das consciências. A volta da nossa presença nas ruas. Cada encontro era luta, mas também confraternização. Cada conversa renovava a certeza de que a democracia precisa ser defendida todos os dias e que a soberania de um país não se entrega.
E havia um sentimento nos unindo, uma espécie de cola, um amálgama que dava sentido a tudo isso: esta é a eleição histórica de Lula, a última disputa presidencial de sua trajetória. Para a minha geração, que cresceu acompanhando sua história, isso tem um peso que não cabe apenas nas urnas.
Talvez essa eleição também esteja transformando a nossa maneira de militar. Lula nos trouxe de volta às ruas e nos fez ocupar as redes em massa. Reaprendemos a conversar, a mobilizar, a compartilhar sonhos e a reconhecer uns nos outros a mesma vontade de seguir lutando.
Porque não estamos escolhendo apenas um presidente. Estamos discutindo que país queremos deixar pra nossos filhos. Se queremos um Brasil soberano, democrático, solidário, que não abandone seu povo e compreenda que as políticas sociais não são favores: são direitos.
O que importa é o sonho. E o sonho, quando vira consciência, mobilização e coragem, transforma a história.
Viva a democracia! Viva a soberania nacional! Viva as políticas sociais! Viva Lula! Viva o Brasil!
E que ninguém se esqueça: quando o povo desperta, a esperança deixa de ser apenas sonho e começa a virar futuro. Um olá

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